Orkut YouTube Facebook Reverbnation LastFM MySpace Twitter

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Resenha Show Hangar em Volta Redonda (05/02/12)

Por Richard Rodrigues

Como descrever a emoção de assistir um espetáculo “surreal”, em que uma banda com um potencial imensurável e uma humildade rara de se ver por aí, uma banda que apesar de todos os altos e baixos de sua vida nunca perdeu o foco, um foco de respeito e lealdade para com seu público, pois bem, são as palavras que tento descrever sobre o que vi e o que senti no dia 05/02/2012 no Aero Clube de Volta Redonda-RJ.

Uma banda que lutou muito com as adversidades propostas pela vida, com troca de integrantes por várias vezes e críticas por isso, a banda contou até o momento com quatro vocalistas, sendo o primeiro deles Michael Polchowicz, além de Nando Fernandes, Humberto Sobrinho e, atualmente, André Leite, ao lado de Aquiles Priester (bateria), Fabio Laguna (teclados), Nando Mello (baixo) e Eduardo Martinez (guitarras). E mesmo com todas essas mudanças que não são favoráveis, mostraram que tem um foco e que fazem o melhor de si para tornar esse foco realidade, e todos os boatos cairam por terra, pois assistimos além de um show de altíssimo nível, também um banho de simplicidade, humildade e carisma dignos de respeito e de todos os elogios.

No dia 5 de fevereiro de 2012, no Aero Clube, em Volta Redonda, a banda  apresentou um repertório “animal”, com faixas que há tempos não eram tocadas ao vivo do álbum Inside Your Soul (2001), tocaram o mesmo na íntegra, já que este havia completado dez anos de vida,  e musicas de álbuns mais recentes. Em um evento muito bem organizado com 2 ambientes sendo um para bandas regionais com um som mais acústico e outro para a atração principal “Hangar”, notou-se uma organização digna de destaque comandada por Sandrão Nunes e Thiago Reis, além de uma equipe de segurança, iluminação e apoio muito bem instruída.

Muita ansiedade nos rondava momentos antes do show, já que a banda havia mencionado surpresas na entrevista logo na passagem de som (entrevista que vocês conferem logo mais), sem entrar em detalhes deixaram uma dúvida no ar sobre o que seria essa surpresa.

O show começou como nos velhos tempos com a intro The Soul Collector + Inside Your Soul, já com um impacto tremendo no público pela empolgação e felicidade vista nos olhos de Michael Polchowicz e dos demais membros, sem tempo para respirar já detonaram com a “The Massacry Trilogy” completa, com as potentes Salling the Sea Of Sorrow, To Tame A Land e Five Hundred’s Enough. Com um pequeno intervalo para recuperar os ares nos presentearam com a potente Savior e a excepcional Legions Of Fate que foi um dos pontos altos do show, em que o público não acreditava no que estava vendo, na virtuose daquela banda.

No momento mais descontraído e mais empolgante para o público foi o duelo proposto por Mike em Living in Trouble pt-1 e pt-2, onde ele dividiu o público em duas partes por uma linha imaginária propondo um duelo entre as partes, a direita cantava a frase “Get A Job” e a esquerda cantava “Cut that Hair” ambas frases das faixas Living In Trouble pt-1 e pt-2. Seguida por no Command que é uma aula de como se tocar acima  do limite máximo de velocidade permitido.

Em um momento bem reflexivo do show Mike, fez uma pequena introdução sobre a próxima canção, contou a história da música em um recado muito interessante e emocionante, a faixa era Falling In Disgrace, no qual fala sobre o uso de drogas e que isso não leva a um caminho legal, além de um show excepcional houve também uma pequena mensagem de cidadania e emoção.

Logo em seguida, um dos momentos mais esperados do show por muitos fãs, a clássica Perfect Strangers de autoria da banda Deep Purple, com um show a parte de Fabio Laguna nos teclados. Em momento de descontração Laguna fez o seguinte comentário após tocar as primeiras notas da música: "Não iremos tocar essa musica pois ela não faz parte do disco Inside Your Soul, então muito obrigado pela atenção" e em seguida entrou com a intro da mesma, o lugar veio abaixo com a apresentação dessa belíssima canção, com um show a parte de Aquiles Priester com seus contra tempos e viradas de cair o queixo, era só um aperitivo para o que viria em seguida.

Como de costume o mestre Aquiles Priester apresentou seu deslumbrante Psychoctopus Drum Solo, quem deixou o público de boca aberta ao extremo demonstrando o por que de ser considerado um dos melhores bateristas do mundo e merecidamente. Logo em seguida ocorreu o ponto alto do show, a apresentação da banda que mais parecia uma festa, Mike fez a cordialidade de apresentação e algo inusitado aconteceu, Aquiles saiu de sua gigantesca batera e veio a frente discursar sobre o momento. O lugar veio abaixo com o desabafo do baterista, que elogiou o público com todos os adjetivos possíveis, agradeceu pelo momento e apresentou e pediu aplausos para Mike que foi ovacionado no momento, sem dúvidas o ponto alto do espetáculo.

Chegava a hora de cultivar as raízes com um super medley do primeiro álbum da banda o Last Time, onde conseguiram mesclar as principais canções desse clássico, sendo elas: Like A Wind In The Sky, Voices, Last Time e Angel Of The Stereo e mostraram que ainda tem o fôlego de 15 anos atrás.

Para ler a resenha completa acesse:

0 comentários: